5 passos para tomada de decisões estratégicas em um negócio

Decisões Estratégicas

Não só saber quando decidir, mas decidir, efetivamente, pode ser o que separa seu fracasso e estagnação da sua primeira (ou décima) vitória.

Tomar decisões estratégicas em um negócio é essencial para o sucesso, de forma particular quando essa decisão te faz errar o mais rápido possível, para aprender o que fazer certo logo em seguida — também o mais rápido possível.

Claro que em um cenário ideal — principalmente quando você já tem uma estratégia de marketing ou seus valores definidos — é melhor errar o menos possível e utilizar os recursos disponíveis para o negócio crescer ao máximo.

Afinal, boas decisões estratégicas duram muito mais tempo: você dificilmente precisará mexer em algo que está funcionando muito bem (só não se acostume demais).

Boas decisões levam fatores externos e internos em consideração e só batem o martelo quando informação suficiente for analisada — sem que haja certa “paralisia” pelo excesso de pesquisa, é claro.

Sem falar que boas decisões eliminam conflitos, expõem as intenções por detrás delas, e ajudam a montar o mapa de onde a empresa quer chegar — e em quanto tempo, e de qual maneira, ela quer fazer isso.

Só que a gente sabe: é muito difícil decidir pensando apenas nos prós e os contras.

O medo de errar, o risco de perder, e a tensão que te impede de ousar quando necessário, são alguns dos fatores que criam obstáculos para as empresas na hora de tomarem decisões quando urgente. O problema é que esses fatores as levam a morrer na praia — em vez de nadar para uma nova ilha ou para um continente inteiramente novo e cheio de possibilidades.

Como tomar decisões estratégicas num negócio?

Antes de pensar em decidir, pense primeiro no porquê dessa tomada ser necessária: qual é o objetivo por trás dessa necessidade de atitude?

A dica pode soar óbvia para tomadores de decisões impulsivas ou experientes, mas é o que “congela” um jovem empreendedor na hora de se comprometer com alguma atitude — e com as consequências dela.

Se pergunte coisas como:

  • Por que essa decisão é essencial para o negócio?
  • É possível dar suporte para essa decisão?
  • Quais resultados positivos ela trará em comparação com a possibilidade das coisas darem errado?

Tendo essas respostas em mãos, fica mais fácil passar por cima do medo de agir, identificar o alvo a ser acertado, e simplesmente entrar em ação na direção dele.

Uma vez que as decisões estratégicas foram tomadas, deixe-as seguirem o próprio curso. Evite pensar nas reverberações que elas terão sobre quais você não tem controle: se elas vão desagradar ou agradar alguém; ou se vão fazer mais bem do que mal; ou se foram as decisões certas a tomar.

Seja lá qual for o resultado, uma vez feito, elas foram “jogadas ao vento” e ganharam um tempo próprio para se desenvolverem, atingirem os quesitos que as levaram a ser tomadas. Aí sim, elas mostrarão os resultados que você vai precisar para medir o impacto dessas decisões no plano geral.

Com dizem por aí, “Erre rápido, aprenda rápido, corrija rápido.

Mantenha essa mentalidade toda vez que o medo de agir surgir na sua cabeça.

Mas lembre-se de Napoleão Bonaparte, quando ele diz:

“Nada é mais difícil e, portanto, tão precioso, do que ser capaz de decidir.”

Quase sempre, qualquer atitude, na intenção de realizar um objetivo, é mais favorável que esperar as coisas melhorarem por si próprias. Ou pior: não fazer nada direcionado às necessidades do negócio.

Depois que essa mentalidade entrar na sua cabeça e você compreender que todas as decisões estratégicas precisam ser tomadas para sanar necessidades, ou alcançar objetivos ou metas, você pode usar os cinco passos abaixo para definir quando (ou “se”) você deve agir.

5 passos para decidir quando agir

Então você já reuniu informação suficiente para saber o que precisa ser alcançado através de uma decisão.

Depois você colocou na sua cabeça que é melhor agir e errar (para aprender rápido e corrigir o erro) do que não agir de forma alguma.

Agora você precisa pensar em etapas para avaliar a verdadeira necessidade de implementar a decisão na sua empresa.

Tá pronto para agir?

  1. Esclareça para todos os envolvidos qual é a necessidade dessa decisão. Ela precisa ser clara, concisa, e atender uma realidade verdadeira. Decisões estratégicas para resolver problemas superficiais podem ser delegados a outros responsáveis, e não deveriam consumir muito espaço de processamento no seu cérebro;
  2. Junto com os envolvidos, repasse as informações e análises do cenário, do problema, dos ganhos e perdas que exigem essa decisão. Pense em conjunto, ao menos inicialmente. Mesmo se for você o responsável pela decisão final, colecionar perspectivas pode iluminar oportunidades que você não havia enxergado antes (mesmo com um objetivo e os dados em mente);
  3. Ao repassar as informações sobre o cenário atual e possível futuro dessa decisão, coloque na balança os riscos que podem ocorrer caso as coisas deem errado ou a resolução não gere os frutos necessários para o crescimento do negócio. Se os riscos tiverem potencial de causar dano irreparável na empresa a longo prazo, melhor pensar em decisões diferentes.
  4. Agora aja! Com todas as informações, prós e contras pensados, é hora de sair do campo das ideias e implementar a ação para saber, na prática, se ela vai funcionar ou não. No entanto, é só através de ação que a gente pode saber com 100% de certeza quais consequências elas vão gerar. Então vá, aja, mesmo com medo, mesmo com pessimismo: repasse as informações e dê um pulo de fé!
  5. Depois da decisão tomada, espere um tempo e avalie os resultados dela em comparação com a situação anterior (por isso ter uma estratégia de marketing é fundamental). A gente deveria falar mais uma vez do poder da consultoria. Delegar a análise e implementação de ações da empresa para uma equipe especializada em direcionar decisões é imprescindível. Sabe por quê? Porque pode te salvar não apenas dinheiro, mas paciência e esperança suficientes para tirar seu negócio do lugar-comum e elevá-lo às estrelas.

Não se prenda às regras

Em muitos casos, o excesso de análises e pensamentos podem te impedir de agir, como comentamos no início desse artigo, então tente equilibrar o lado “racional” com seu instinto de expert na sua área.

O processo de crescimento e sucesso de um negócio não é uma equação matemática que pode ser reproduzida aos montes, de forma idêntica, para que todos os negócios gerem os mesmos resultados.

Isso até funciona em alguns casos, mas essas empresas não escalonam; não crescem; não se tornam astros.

O que você quer é ser capaz de oferecer o melhor serviço para saciar uma necessidade verdadeira — de gente de verdade. O melhor jeito de fazer isso é combinando sua logística com seu instinto (que nada mais é do que sua sabedoria acumulada e trazida a você de forma impulsiva, inconsciente).

Equilibre esses dois lados na hora de analisar o porquê que decisões estratégicas precisam ser tomadas — mas tome-as, evite morrer na praia, e capture todo aprendizado e dados que puder dessa iniciativa.

Parabéns!

É a partir daqui que você se torna o tipo de líder mais preocupado em entender o processo, do que manter a vaidade de uma criatura exemplar e perfeita que nunca erra.

Porque, acredite: você vai errar.

Mas só vai acertar se você tentar.

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